Você já ouviu falar na asma ocupacional? Em muitos países, é considerada a doença respiratória associada ao trabalho mais frequente. É bastante comum em trabalhadores de usinas e outros locais com exposição recorrente a agentes químicos e alergênicos.
Ela pode levar de meses a anos para se desenvolver, dependendo da exposição e sensibilização do trabalhador a alergênicos encontrados no ambiente laboral.
Quer saber mais sobre essa doença? Então, continue a leitura e descubra o que é a asma ocupacional, suas causas, sintomas e em que ela difere da sua versão tradicional. Confira!
O que é a asma ocupacional?
Trata-se de uma doença ocupacional que ocorre quando o trabalhador desenvolve os sintomas da asma devido à exposição a certas substâncias no local em que trabalha e não fora dele.
Ela se caracteriza pela obstrução das vias respiratórias devido à inalação constante de agentes sensibilizantes ou irritantes. A doença se desenvolve quando o trabalhador que não tem histórico de asma, ou seja, os gatilhos que o levam a apresentar os sinais da doença são exclusivamente laborais.
Vale ressaltar que quando ele já tem a doença ou histórico clínico preexistente e ocorre uma piora do quadro em decorrência de exposição a irritantes pulmonares no local de trabalho, trata-se da asma agravada ocupacionalmente.
Quais são as suas causas?
A asma ocupacional pode ser causada por estímulos imunológicos ou não imunológicos presentes no ambiente de trabalho.
Não se sabe ao certo o que torna uma pessoa suscetível aos diversos fatores que levam à inflamação, mas acredita-se que há uma associação entre a exposição do agente causador e a predisposição do organismo.
Dentre os gatilhos e causas ocupacionais mais comuns, podemos citar:
- agrotóxicos;
- poeiras orgânicas;
- tinturas;
- anidridos;
- aldeídos;
- resinas;
- corantes;
- isocianatos;
- tintas;
- plásticos;
- soldas e madeiras;
- pesticidas;
- farinhas e grãos;
- metais;
- látex.
Qual a diferença entre a asma ocupacional e a tradicional?
A asma ocupacional é bastante semelhante à sua versão tradicional, visto que existem alguns sintomas em comum, como falta de ar, tosse e opressão torácica.
No entanto, a asma ocupacional resulta de gatilhos associados ao trabalho, ou seja, é muito recorrente em trabalhadores expostos a substâncias que causam irritações e inflamações.
Uma característica apenas desse tipo da doença é que os sintomas costumam estar presentes apenas nos dias em que a pessoa está trabalhando. Quando se trata da asma ocupacional, é normal que ocorra uma aparente melhora nos finais de semana e durante as férias.
Quais são os principais sintomas da asma ocupacional?
Os sintomas mais comuns entre trabalhadores com asma ocupacional são:
- falta de ar;
- tosse;
- sibilos noturnos;
- nariz escorrendo;
- congestão nasal;
- opressão torácica.
Além disso, os pacientes apresentam sintomas conjuntivais e das vias respiratórias superiores, como espirros, lacrimejamento e rinorreia. Inclusive, eles podem preceder em meses — ou até anos — o diagnóstico de asma ocupacional e, como já foi dito, apresentam-se com maior intensidade durante as horas de trabalho.
Como fazer o diagnóstico da doença?
Para ter um diagnóstico, o médico analisa a histórico ocupacional de exposição do paciente. Além disso, faz uma pesquisa imunológica e, se for necessário, um teste de provocação por inalação. O resultado vai depender da comprovação da ligação entre a asma clínica e as substâncias alergênicas presentes no ambiente laboral.
Para isso, o médico pode utilizar informações como a folha que contém os dados de segurança dos materiais utilizados pelo paciente ou a lista de substâncias que ele utiliza para realizar o teste imunológico direto. A intenção é comprovar se o agente causador da doença está realmente ligado ao local de trabalho.
E então, achou as informações que apresentamos sobre asma ocupacional úteis? Aproveite a visita ao nosso blog e saiba quais os 4 tipos de EPI que as empresas devem ter.