Estudo revela que o envelhecimento elevará em 30% o número de internações até 2030.
Um trabalho inédito no Brasil, realizado pela IESS – Instituto de Estudo de Saúde Suplementar, revelou dados importantes sobre os impactos do envelhecimento da população brasileira na saúde suplementar que sustentam a cadeia de planos de saúde no Brasil.
O trabalho foi publicado no caderno periódico de Textos para Discussão nº 57-2016, cujo principal objetivo é traçar projeções dos gastos com saúde, cujo tema é “Envelhecimento populacional e os desafios para o sistema de saúde do brasileiro”
Uma das informações chaves do estudo revela que o número de internações hospitalares de pessoas entre 59 anos ou mais, dobrará nos próximos 14 anos.
O envelhecimento populacional tem suscitado a preocupação dos países com o futuro dos sistemas de saúde, devido ao crescimento dos gastos e a sustentabilidade do setor relacionados ao aumento da idade e as doenças crônicas decorrentes do envelhecimento.
A última pesquisa realizada pelo IBGE em 2013, mostra quede 2009 a 2030 a população brasileira passará de 19,5 milhões para 23,1 milhões, um crescimento de 15,3%. Nesse período há crescimento considerável da faixa etária de idosos (59 anos ou mais). A partir dessa projeção é estimada a projeção do número de beneficiários da saúde suplementar e os seus possíveis impactos.
A pesquisa mostra ainda que, considerando apenas o envelhecimento da população, seriam gastos R$ 165,8 bilhões com despesas assistenciais para os beneficiários de planos de saúde em 2030. Quando consideradas outras variáveis, esse valor é ainda maior, sendo que, em 2030, seriam gastos R$ 396,4 bilhões considerando a variação dos custos médico hospitalares e do envelhecimento.
As projeções atualizadas com valores mais recentes para a estrutura de gasto médio por faixa etária, apontam para um maior aumento do gasto assistencial e da contribuição dos idosos para essa despesa no setor de saúde suplementar.
Por outro lado, o estudo não considera outras particularidades, como por exemplo o avanço das tecnologias e o aperfeiçoamento de técnicas e o surgimento de medicamentos mais eficazes no tratamento de doenças típicas do envelhecimento. Estes avanços e o próprio aprimoramento do sistema de saúde suplementar, poderiam impactar positivamente o setor, traçando um outro cenário para a sustentabilidade dos planos de saúde no Brasil.